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Chuva intensa tirou o sono dos moradores na madrugada desta quinta (11)

Publicado em: 11/01/2018 19:19:44 - Por Luis Carlos
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A manhã de quinta-feira (11) foi atípica em Florianópolis, não só pela chuva intensa que causou transtornos no trânsito e na rotina dos moradores e turistas, mas pelos estragos que vieram com ela da noite de quarta (10) e madrugada de quinta (11). Com uma expressão ainda de susto misturado ao medo e incerteza sobre o que deve ocorrer nos próximos dias, a autônoma Milena Carvalho, de 34 anos, moradora do bairro Monte Verde, na Capital, observa o nível do Rio Vadik, aos fundos de sua casa, com medo que ele suba novamente.


Ela conta que não dormiu na noite da quarta-feira, em vigília ao Rio, que acabou subindo por volta da 1h30 da madrugada desta quinta-feira e invadindo a sua casa e dos vizinhos. “Eu já não dormi porque sabia do risco. Quando faltavam alguns centímetros para transbordar, na esperança de que parasse de subir, sai de casa e avisei todos os vizinhos que consegui. Foi muito rápido, quando voltei meu sofá já estava boiando. A água subiu e minha casa hoje está cheia de lama”, contou.


Milena, que mora no local há 9 anos, diz que nunca tinha vivenciado algo do tipo, e que se sentiu impotente. “Uma sensação de impotência vai tomando conta da gente, que vê as coisas compradas com tanto esforço, indo embora literalmente, com a água. O jeito agora é continuar na vigília e focar na limpeza e na solidariedade com os vizinhos”, disse.Para a educadora social Andréia Barcelos, de 35 anos, que mora com os três filhos no Monte Verde, o momento não é de lamentar e sim de buscar forças para o recomeço. Ela, assim como outros tantos vizinhos, teve que deixar alguns móveis e eletrodomésticos no caminhão de entulhos da Prefeitura, tendo em vista que não seria mais possível utilizá-los após a chuvarada.


“Levamos muito tempo para adquirir tudo, agora tenho que me desfazer das minhas coisas assim. Fogão e colchões tiveram que ser jogados fora. O jeito é pensar no recomeço”, lamenta Andréia. Ela conta ainda, que no momento da enchente, ela dormia com os filhos, quando um deles levantou para beber água e se deparou com a casa cheia de água. “Foi um susto grande. Agora estamos nos ajudando entre vizinhos e agradecendo por ninguém ter se machucado”, diz ela.


Na manhã desta quinta, quem também tentava solucionar e ajudar os moradores do condomínio Ilha do Arvoredo, no bairro Itacorubi, era o síndico Aurélio Zimmermann, de 66 anos, que se deparou, segundo ele, com uma cena de terror. O estacionamento do prédio que mora e é sindico ficou totalmente alagado e 25 carros ficaram submersos. Hoje, o que se via nos carros era lama e alguns batidos em outros, já que foram arrastados com a força da água.


“Por volta da 1h30 a água começou a subir. Atrás do condomínio há um prédio em construção, separado de nós por um muro. Esse muro segurou a água que veio do morro por, e depois se rompeu, alagando tudo aqui. Víamos os carros boiando, sem poder fazer nada. Alguns já estão acionando o seguro, mas a situação foi critica”, desabafou Zimmermann.A secretária Municipal de Assistência Social de Florianópolis, Katherine Schreiner, disse que o local com mais residências atingidas, foi o bairro Monte Verde, onde mais famílias tiveram que deixar suas casas.


Falou que nenhuma pessoa precisou utilizar o abrigo municipal. Deixaram suas casas, mas segundo ela, estão se instalando em casa de familiares e conhecidos. “Nós também ajudamos nesse deslocamento para a casa de conhecidos. Estamos fazendo o levantamento das famílias e providenciado os kits de limpeza. Já temos colchões também à disposição. Uma assistente social tem acompanhado a Defesa Civil, para conhecer e atender as famílias”, diz a secretária.


O assistente e gerente de atendimento, Cícero Ferreira, de 26 anos, também morador do bairro Monte Verde, é uma das pessoas que junto com a família teve que deixar a casa e se abrigar na casa de amigos nesta quinta. “Assim que começou a subir a água, ergui as coisas, peguei minha esposa e minha filha de 1 ano e 8 meses e saímos na chuva, para ir na casa de amigos se abrigar. Hoje é dia de colocar a casa em ordem novamente, tentar. Aqui a água subiu em torno de um metro dentro de casa”, diz Ferreira.


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