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Locutora reencontra cão que desapareceu há oito anos

Foto: Arquivo pessoal


Publicado em: 15/10/2021 10:02:44 - Por Luis Carlos Radar
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A casa da locutora e cantora Dorothy Pereira, de 40 anos, ficou bastante silenciosa e triste depois que o cãozinho dela, um labrador caramelo chamado Rock, resolveu fugir, no dia 13 de julho de 2013.


Rock não era o único animal de estimação que a família tinha em casa na época. Elvis também morava com Dorothy, porque foi resgatado das ruas após ter sido abandonado.


A casa da família de Rock passou a ser um lar temporário para Elvis até que ele encontrasse outro lugar seguro para ficar.


Apesar de Elvis estar por perto, a casa não era mais a mesma quando Rock sumiu. O labrador costumava correr, latir, e demonstrar o quanto era feliz onde estava.


Rock tinha cinco anos de idade quando resolveu passear sozinho pelas ruas da cidade. O que ele não esperava era se perder e não conseguir mais retornar para o lar que por tantos anos viveu, no centro de Xaxim.


Dorothy sentiu falta do cãozinho poucas horas depois. Mesmo chamando por ele, Rock não dava “sinal de vida”, o que acabou preocupando a tutora.


Os dias foram se passando e a procura pelo cachorro só aumentava. A angústia de pensar se Rock estava bem, se estava vivo, causava um desespero absurdo na família.


Dorothy contou ao Oeste Mais que a filha Ágatha chegou a ter febre quando Rock foi embora, pois os dois eram como amigos um do outro. Um cuidando do outro a todo o momento.


Mesmo passando o tempo, a cantora não deixou de procurar o cãozinho. Dorothy chegou a se deslocar para Chapecó, na cidade vizinha, para tentar localizar Rock.


Ela havia sido informada por conhecidos de que um labrador, com as mesmas características de Rock, estava perambulando pelas ruas. Mesmo se deslocando para lá, sentiu um desanimo muito grande ao perceber que não se tratava de Rock.


Ciente de que um labrador pode viver de 14 a 15 anos, Dorothy sabia que a possibilidade do cão de estimação estar vivo era bem grande.


Devido a isso, a busca por ele nunca terminou. 
“Eu nunca desisti de tentar encontrar ele. Eu nunca perdi a esperança”, conta.


Na época quando o animal havia sumido, Dorothy registrou um boletim de ocorrência, informando todas as características de Rock à polícia, sentindo esperança de que ele iria aparecer.


A adoção


Rock é filho de uma labradora chamada Héra, e de um cão bombeiro, da cidade de Xanxerê, e foi adotado em janeiro de 2008, mesmo ano em que a filha de Dorothy, a Ágatha, nasceu. Ambos eram bebês e cresceram juntos, brincando um com o outro.


Héra sempre foi uma cadela muito especial, pois seus filhotes eram destinados à corporação dos bombeiros de Santa Catarina.


Na última vez em que deu cria, a cachorra trouxe ao mundo 11 filhotes. Alguns anos após, ela adoeceu por conta de um problema gástrico grave, o mesmo que é relatado no filme 'Marley e Eu', e acabou morrendo.


Um dos filhotes, o pequeno Rock, continuou no Oeste, indo morar com a família de Dorothy. Por ser locutora, cantora e gostar muito do gênero rock and roll, a profissional não teve dúvidas quanto ao nome que daria ao cão.


Inclusive um fato curioso sobre o desaparecimento dele, foi a data. Dorothy recorda que o cão fugiu de casa na data em que é comemorado o Dia do Rock.


O reencontro


Dorothy sempre foi apaixonada por animais e até hoje faz resgate de cães e gatos das ruas para poder cuidar e depois entregar para famílias que estão dispostas a adotá-los.


No carro que ela usa para trabalhar e se locomover, sempre há comida para poder alimentar os animais que encontra passando fome pelas ruas das cidades por onde passa.


Apesar de ainda ter ativo esse espírito de cuidadora, muita coisa mudou na vida dela depois que o Rock desapareceu, há oito anos.


Dorothy se mudou de casa, passando a morar em outro bairro em Xaxim, e adotou outros dois cães, o Guns e o Ozzy, além de uma gata chamada Julieta e o Romeu.


Dorothy tem vários empregos, e entre eles está o de comunicadora da rádio Momento FM, de Xanxerê.


Há algumas semanas, ao se deslocar de carro para ir trabalhar em outra cidade, ela se deparou com um labrador já velhinho, deitado na calçada de uma residência que fica há quatro quadras de onde ela está vivendo com a filha atualmente.


O olhar de Dorothy não passou despercebido naquele momento. Mesmo com pressa, ela não deixou de reparar nele, e até sentiu que aquele poderia ser um reencontro com o cãozinho Rock.


O que também não passou despercebido aos olhos dela foram as cicatrizes que o animal tinha em uma das pernas e nas costas, resultado de machucados de quando era filhote.


No dia seguinte, quando passou pelo local novamente para ir à academia, a comunicadora se aproximou ainda mais e pediu para brincar com o cãozinho, que já estava com a audição comprometida por conta da idade.


A ficha dela realmente caiu, de que o cãozinho em sua frente era mesmo o Rock que havia desaparecido de casa, quando a nova tutora informou que o animal era bastante dócil e que havia sido encontrado na rua, em uma área industrial, há alguns anos e que fora resgatado porque pessoas estavam o maltratando.


“Quando eu passei a mão nele e vi aquela cicatriz do lado de dentro da perna e nas costas eu comecei a chorar”, relembra. “Ele foi morar do outro lado da cidade onde eu morava. Não era um local onde eu frequentava. Por isso era mais difícil eu ter encontrado ele”.


Comovida pela história, a nova tutora de Rock até se ofereceu para doar o cão, mas Dorothy abriu mão dele.


“Seria injusto da minha parte trazer ele para morar comigo, mas a vontade que eu tinha era de levar ele embora”, desabafa.


Hoje, feliz por saber que Rock está vivo e bem cuidado, Dorothy passa, quando tem tempo livre, na nova moradia dele para poder vê-lo e brincar com ele, relembrando os velhos tempos.


Oeste Mais

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