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Suspeito de furtar carregador morre após sessão de tortura

Foto: William Tardelli


Publicado em: 29/06/2022 16:58:21 - Por Tatiana Carolina
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Segundo a Polícia Militar, os dois homens agredidos foram levados à Unidade de Pronto Atendimento, a UPA de Araxá, na noite de segunda-feira (27). Os suspeitos do furto apresentavam lesões e queimaduras graves pelo corpo. Um deles foi levado pelos próprios suspeitos, o outro conseguiu ir sozinho.

Dione Rodrigues de Jesus, de 31 anos, chegou à UPA já sem vida. O outro, de 37 anos, estava consciente e deu sua versão à polícia. De acordo com o registro policial, ele e o rapaz que morreu foram abordados por três indivíduos em um carro e levados para um galpão, onde teriam sido torturados com choque da rede elétrica. Os suspeitos das agressões, de 27 e 31 anos, teriam questionado os homens sobre um carregador de bateria que teria sido furtado. Depois, iniciaram os choques elétricos.

Eles justificaram aos policiais militares que foram chamados pelo patrão para dar um susto nas vítimas. O dono da empresa desconfiava que a dupla torturada teria furtado o aparelho. A Polícia Civil informou que realizou perícia no local do crime. Também disse que os dois suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de tentativa de homicídio e homicídio consumado. Os homens estão no Sistema Prisional de Araxá. Já os objetos apreendidos foram levados para a perícia.

Ainda de acordo com a polícia, são realizadas diligências de modo a localizar o terceiro investigado, de 50 anos. “Os trabalhos investigativos prosseguem para a completa elucidação dos fatos”, finaliza nota divulgada pela Polícia Civil.

Investigação

O delegado da Polícia Civil, Vinicius Ramalho, informou que a empresa em questão é do ramo da construção civil, e o patrão havia contratado o homem que morreu após o ataque para trabalhar com ele. No decorrer dos serviços, teria desconfiado do furto de um equipamento e decidiu dar um ‘susto’ no funcionário e em outro homem de 37 anos.

“Ele, junto dos outros dois autores que são funcionários da empresa, localizaram esse indivíduo, que vive praticamente em situação de rua, é usuário de crack, de bebida alcoólica, o levaram até um barracão dessa empresa e lá praticaram ato de tortura com ele”, detalhou Ramalho.

Dione Rodrigues, que morreu, foi amarrado, despido e agredido com choques durante o crime. “Os 3 tiveram participação na tortura, ainda que mínima, para conter, ameaçar, constranger, mas um deles que é o empresário, que é o indivíduo foragido. Ele determinou como tudo ocorreria”, detalhou.


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