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Triste história da pequena Isabelli da Silva Cardoso

Publicado em: 10/08/2018 10:22:39 - Por Tatiana Carolina
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Ainda não faz um mês que faleceu a pequena Isabelli da Silva Cardoso, de 1 ano e 6 meses. No dia 27 de julho, na Fundação Hospitalar de Rio Negrinho, na saída para uma cirurgia de urgência no Hospital de Joinville, ela deu seu último suspiro.


E, sem dúvida alguma a despedida nunca será esquecida para familiares e principalmente para os seus pais, Ana Caroline da Luz Cardoso, de 23 anos e Jony Andrei da Silva, de 25. Eles conversaram com a reportagem do Nossas Notícias, depois da missa de sétimo dia da morte da menina na Igreja Matriz Santo Antônio de Pádua, e contaram o intenso drama que viveram em apenas três dias.


Há cinco meses…


Conforme os pais da menina, há cerca de 5 meses Isabelli começou a ter muitos vômitos e febre. “A gente levava ela toda semana para consultar e o que ouvíamos dos médicos é que ela tinha infecção no ouvido, na garganta …Davam um remedinho, a gente comprava e voltava para casa”.


Porém, os sintomas não desapareciam. Pelo contrário. E por isso os pais relataram que muitas vezes levaram a menina para consultar nos postos de saúde e no hospital. ” Todos diziam as mesmas coisas e novamente eram receitados remédios, a gente dava os remédios e ela não melhorava”.


No final de junho


No final de junho, a situação da menina começou a se agravar. “De repente ela parou de andar e a levamos para consultar no hospital. O médico que nos atendeu disse que ali atendiam casos de emergência e não tinham recursos para o atendimento que ela precisava. Então nos aconselhou a procurar um posto de saúde”.


Caroline falou que seguiu a recomendação e levou a menina ao posto do centro. “O pediatra encaminhou ela para um neurologista. Ele até passou o contato de uma colega dele, mas ela estava de férias”.


Segundo Caroline o pediatra destacou que a consulta com o especialista deveria ser feita com urgência. “Então gente conseguiu um pediatra de Mafra, que pediu uma tomografia da cabeça dela. Ele achava que ela tinha caído e batido a cabeça”.


Quarta-feira, 25 de julho


E em São Bento do Sul Isabelli fez a tomografia. “Foi na quarta-feira, mas o resultado ficaria pronto só na sexta-feira”. No dia do exame, já em casa, a menina passou bem e até dormiu com tranquilidade.


Quinta-feira, 26 de julho


Mas…no dia seguinte o quadro mudou por completo. “Quando eu acordei ela já estava torta na cama, tinha tido uma convulsão…Eu estava sozinha, então liguei para o meu marido. Vi o jeito que ela estava e já avisei a ele que ela estava morrendo”, recordou a mãe, emocionada.


Para ajudar a filha, Caroline chegou a colocar o dedo na boca da menina para evitar que sua língua enrolasse e ela ficasse sem ter como respirar. “Chamamos os bombeiros, que nos levaram até o hospital. Lá os médicos deram vários palpites, falaram que ela tinha diabetes, pulsão febril,…Queriam fazer vários exames mas daí avisei que a gente já tinha feito a tomografia e estávamos esperando o resultado”.


Foi então que conforme os pais foi pedido o resultado do exame com urgência. “A doutora disse para darmos um jeito de buscar o resultado e levarmos para ela o quanto antes”. Os pais atenderam o pedido da médica, que, de posse do resultado, deu uma péssima notícia para a família. ” A Isabell tinha um tumor na cabeça. Já estava muito avançado e não havia o que fazer”.


Sexta-feira, 27 de julho …


Mas o diagnóstico não impediu que os médicos tentassem transferir a menina para um hospital de Joinville, com a recomendação de que fosse operada com urgência máxima. “Ligaram lá, conseguiram quarto e tudo para ela. A Isabelli então ficou em observação no hospital até de noite. Ela já estava em coma, teve quatro paradas cardíacas, …”.


Por volta das 23h da sexta-feira a menina teve uma convulsão e começou a vomitar. Foi quando, de acordo com os pais, os médicos, enfermeiras e toda a equipe do atendimento se reuniram. “O médico disse que estavam perdendo ela. Ainda conseguiram reanimá-la, ela foi levada para a emergência, estava lutando pela vida ainda…”.


Como o quadro era mais do que gravíssimo, os pais da menina contaram que do hospital de Rio Negrinho os médicos ligaram para o hospital de Joinville, avisando do estado da menina. “A ambulância chegou, entubaram ela, a colocaram na ambulância e ela parou… Tentaram fazer ela voltar mas não conseguiram…”, lamentaram os pais.


Revolta


Eles, que são “pais de primeira viagem” disseram ainda que notavam que a cabeça da menina estava maior do que pareceria normal. Também disseram estar revoltados com a demora do pedido de um exame mais específico para averiguar a febre e os vômitos frequentes da criança.


Segundo eles, apesar das consultas regulares, a circunferência do crânio da menina foi medida em todas estas ocasiões mas os números nunca foram anotados na caderneta de saúde de Isabelli.


Apesar dos conselhos de familiares e amigos, Ana Caroline e Jony, declararam que não tem intenção de entrar com um processo judicial alegando negligência por parte dos profissionais que atenderam a menina.


“Não vai trazê-la de volta…”. Isabelli era a primeira filha do casal, que pretende ter outros filhos. “Mas não para substituí-la. A Isabell foi um anjo que passou em nossas vidas”.


SBN Online

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