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Pedofilia: A História de Janaína, abusada, drogada e prostituída

Publicado em: 15/05/2019 12:39:46 - Por Luis Carlos Radar
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Meu nome verdadeiro não é Janaína, mas a história cruel que vou te contar é real e acontece todos os dias com crianças perto de você. Se você conhece algum caso, denuncie! Ajude a preservar a inocência de nossas crianças.


Um dos mais temidos crimes contra a infância, a pedofilia pode ser evitada prestando atenção aos sinais de comportamento das crianças. Ao primeiro sinal de mudança de comportamento, procure ajuda. Em casos de suspeita de abusos, denuncie!


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Atenção: Nomes e informações pessoais serão modificados para preservar a identidade das vítimas.



Nasci em uma família pobre. Éramos 3 filhos, apenas eu nasci mulher. A vida não é muito fácil quando se tem um pai agressivo, uma mãe submissa e comida faltando na mesa. É impossível dizer quantas vezes eu vi meu pai bater na minha mãe e, quando isso acontecia, as agressões voltavam-se contra mim e meus irmãos. Era inevitável. A gente nem precisava ter feito algo errado para apanhar. Quando ele estava zangado, o simples barulho da nossa respiração era suficiente para que as agressões começassem.


Eu não sei ao certo quando os abusos começaram, acho que eu ainda era bebê, porque eu demorei muitos anos para entender que aquilo era errado e que, de fato, eram abusos. Cresci com o meu pai tocando minhas partes íntimas, colocando o dedo dentro de mim, aquilo me incomodava, mas eu achava que fazia parte da vida de todas as pessoas. Pensava que era assim com todo mundo, porque eu via ele fazendo o mesmo com os meus irmãos e, embora fosse horrível, na nossa vida era normal.


Quando eu tinha 11 anos, houve uma noite em que eu estava secando a louça da janta para ajudar a minha mãe. De repente, minha avó, que morava em outra casa, chegou muito brava e iniciou uma briga. Eu não sei o motivo da discussão, mas meu pai bateu na minha avó e depois em minha mãe e ordenou que fossemos dormir, alegando que “era assunto de gente grande”. Minutos depois o silêncio tomou conta da casa e eu fui até a cozinha para tomar água e ver se estava tudo bem.


Minha avó já havia ido embora e minha mãe tinha ido dormir. Então, voltei para o meu quarto, onde dormiam meus dois irmãos. Como éramos muito pobres e a casa pequena, os 3 filhos dormiam em um quarto só. Meu pai me seguiu e deitou comigo, como de costume, ficou pegando em minhas partes íntimas e começou a se masturbar na minha frente. Então ele tirou meu pijama e ordenou que eu ficasse em silêncio, depois consumou o ato. Que sensação horrível! Eu sabia que aquilo não era certo, não era bom e me deixou muito triste!


Eu não falei nada para ninguém. Sentia medo e vergonha. Porém, não foi possível esconder por muito tempo, pois os enjoos começaram poucos dias após. Foi a minha primeira gravidez. O bebê foi doado para uma comadre da minha mãe.


Essa série é uma parceria do São Joaquim Online, CREAS, Dra. Dayana Kisner Grings (Advogada), Karine Rodrigues (Acadêmica de Investigação e Perícia Criminal), Dra. Regiane Viana da Silva (advogada), Elisângela da Rosa (pesquisadora) e Sallime Chehade (Pedagoga, Jornalista, Graduanda em Direito e Pós-graduanda em Psicologia Infantil, coordena o Movimento Social Diga não à Pedofilia há 7 anos, clique aqui e conheça a FanPage).

















Essa matéria de Bia Chiodeli pertence a uma série de reportagens sobre pedofilia. Uma parceria do São Joaquim Online, CREAS de São Joaquim, Dra. Dayana Kisner Grings (Advogada), Karine Rodrigues (Acadêmica de Investigação e Perícia Criminal), Dra. Regiane Viana da Silva (advogada), Elisângela da Rosa (pesquisadora) e Sallime Chehade (Pedagoga, Jornalista, Graduanda em Direito e Pós-graduanda em Psicologia Infantil, coordena o Movimento Social Diga não à Pedofilia há 7 anos, clique aqui e conheça a FanPage).


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